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17 de jun de 2011

Circo

    Com um nariz vermelho e cara de boba tenho que domar leões, engolir fogo e sorrir sem me desequilibrar. Lanço o que tenho em minhas mãos ao ar e depois de um tempo percebo que as coisas caem, daí tentar segurar e lançar novamente criando um círculo à frente, um ciclo na verdade que só se finda quando finalmente desisto de buscar algo que nem sei o que é. Todos os dias pedalo sobre cordas bambas, salto de trampolins, tento me enfiar em caixas pequenas, enfrento globos da morte e ainda tenho que apresentar minha vida como se fosse simples e fácil. Não posso mostrar meus medos, meu cansaço, meu choro e muito menos meus erros, ou seja, o lado verdadeiro. As pessoas não iriam me aplaudir.



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